Fuga, esquiva, esquiva experiencial e fobia social
- Paulo Hipolito
- há 6 dias
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Você percebe uma tendência de ficar mais em casa, de não querer estar com pessoas ou de não ir para eventos que antes eram importantes para você?
Se acontece com frequência, pode ser que você esteja em um padrão de fuga/esquiva.
Todos nós temos momentos que agimos para evitar algo. Isso é natural e em muitos casos é necessário. Se estamos em um lugar perigoso da cidade com objetos de valor, buscamos muitas vezes sair dali o mais rápido possível. Essa é uma resposta de fuga/esquiva eficiente e necessária para que não percamos nada e para que garantimos nossa sobrevivência.
Em compensação, quando respostas de fuga/esquiva são um padrão em ambientes sociais, isso pode se tornar um problema.
Somos, como espécie, seres sociais. Estamos em constante interação com o ambiente social e é quase impossível não convivermos em sociedade hoje.
Em compensação, se você começa a ter esse tipo de comportamento, pode ser que você perca coisas boas na sua vida, coisas que te façam bem de fato.
Tecnicamente falando, um repertório comportamental com excesso de fuga e esquiva, faz com que o indivíduo não tenha contato com estímulos positivos do ambiente. Com isso, o indivíduo tem alguns prejuízos relacionados à déficits comportamentais e ambiente pobre de reforçadores.
Claro, alguns ambientes sociais e situações devem ser evitadas. O problema é isso estar generalizado a todos os contextos.
Por isso, é necessário entender todos os aspectos desse comportamento. A terapia é justamente o espaço para entender esse tipo de padrão, junto às respostas emocionais. Questione-se sempre se essas respostas de medo estão presentes junto às decisões que você toma.




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